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ENSAIOS/CRÔNICAS

O Poeta Rogaciano Leite

Rogaciano Leite foi um aedo que levou através da sua magistral poesia os cantos e encantos da aldeia nordestina para vários lugares do Brasil. Poeta de uma inspiração genial e de um saber universal, juntou o conhecimento e a poesia como uma maneira de dá um tratamento nobre aos poetas cantadores das feiras interioranas, das vilas, dos povoados e das pequenas cidades, ‘lapidando o diamante’ poético dos homens rústicos do sertão nordestino.

Saudade do poeta Zé Marcolino

Eu tive a feliz oportunidade de conviver com o saudoso poeta-compositor Zé Marcolino. O cantador carirense teve sua existência entre o Pajeú pernambucano e o Cariri paraibano, sempre levando o canto e a poesia ao povo de ambas regiões e demais cantos do Nordeste e do Brasil.  Fidalgo, educado, amigo, atencioso e comprometido com o Sertão Nordestino, Marcolino foi o estandarte da música das duas regiões onde verteram os mais famosos poetas repentistas cantadores de viola do Nordeste.

Jó Patriota

Tive a felicidade e honra de ter conhecido alguns poetas repentistas que imortalizaram o Rio Pajeú, como Vale dos Poetas. Nasci no século em que nasceram os poetas Jó Patriota, Cancão (João Batista de Siqueira), Pinto do Monteiro, Lourival Batista, Rogaciano Leite, Elomar, Zé Dantas, Zé Marcolino, Luiz Gonzaga e tantos e tantos mestres da música e da poesia do sertão nordestino.

Porque já a chuva terminou...

Entre 14: 00 e 16:00 horas em São José do Egito (PE) nos idos anos 70, no período de dezembro a abril, época do inverso chuvoso no sertão, ao terminar a chuva, na difusora do cinema da cidade ecoava a música, a chuva terminou, do grupo The Jordans.

Canal 100... futebol, arte e devaneio

Quando um aparelho de televisão era um objeto de luxo de pouquíssimos brasileiros, no interior do Brasil a aquisição era ainda mais difícil devido o preço e a dificuldade de as imagens chegarem, por causa do precário serviço de transmissão através das torres.  

O poético mundo bucólico de Cancão

Mergulhar no universo da poesia de Cancão nos leva ao mundo do sonho e da fantasia, o qual nos faz crer que a divina providência fez todos os esforços possíveis para realizar através da sua criação magistral, a mais nobre prova da beleza espiritual expressada através da grandeza bucólica de uma alma que sentiu e externou a natureza sertaneja da forma mais bela e encantadora.

A bodega-bar de João Macambira

No mês de janeiro do ano de 1979, o saudoso irmão Betinho estava em São José do Egito, pois tinha ido de João Pessoa para passar a festa de Reis (padroeiro da cidade) e visitar minha mãe Rita Leite. Estávamos em casa e Betinho perguntou onde teria um lugar para a gente tomar uma (bebida alcóolica) e ele tocar violão e cantar.

O encantado mundo de Beto Fonfom

Desde o distante mundo antigo, relacionado a nossa ocidentalização histórica social, cultural e religiosa (entre outras), as pessoas fora dos padrões comportamentais sempre foram mal compreendidas e sofreram diversos tipos de preconceitos verbais, às vezes manifestados em agressões física, muitas vezes indo ao óbito.

O Cinema Paradiso de São José do Egito

Tal qual Totó do poético filme Cinema Paradiso de Giuseppe Tornatore, minha infância e adolescência foram ligadas ao cinema, passando por vários meandros do espaço cinematográfico.

A feira de São José do Egito e o movimento dentro da casa dos meus pais

Nos idos anos da década de 70, do século XX, a feira de São José do Egito (PE) era na rua da casa dos meus pais. Mesmo em frente, ficava o mercado de grãos e cereais, e no calçamento eram postos os utensílios domésticos, de uso do campo, roupas, calçados e demais coisas. (faça o download para lê o ensaio todo).

A Farmácia de Rochinha

Até perto do final da década de 1980, nas cidades do interior, a farmácia além da medicação e do atendimento do “farmacêutico,” era um ponto de encontro para todo tipo de conversa. Em São José do Egito, vale do Pajeú pernambucano, as duas farmácias eram localizadas na rua da casa dos mais pais, onde morei até meus 21 anos de idade. Logo após a loja de tecido de João Batista, vizinha da casa dos meus pais, tinha a farmácia de Rochinha, e após alguns poucos imóveis, ficava localizada farmácia de Inácio Neri que até hoje existe, sendo administrada pela família. 

Forasteiro

Em são José do Egito, até o final do século XX tinha um campo de futebol a uns 3 kl da cidade, conhecido popularmente como Forasteiro, que pelo nome, entende-se que foi feito por alguém de outro lugar. O campo ficava dentro de caatinga, no terreno de propriedade da família Valadares. De um chão macio, com o solo meio arenoso, de cor branca, ele era muito confortável para se jogar descalço, de tênis alcolor, kichute ou mesmo de chuteira. Vale salientar que na cidade existe o campo de futebol Francisco Pereira, com arquibancada, muros e outras estruturas. Esse campo sempre foi usado pelo futebol profissional. (Faça o dawnload para ter acesso a toda crônica)

Um Rio Morto

O lendário Rio Pajeú, inspiração dos poetas, dos cantadores, dos compositores (as) e cantores (as) é a junção de vários riachos, dos rios São Pedro e São José que, após a ponte dos Grossos (distrito de São José do Egito) recebe a legenda rio do Feiticeiro (língua cariri), ou mais precisamente, Rio Pajeú.

Minha Trajetória no Ensino Básico em São José do Egito (PE)

Eu cursei o ensino básico em três escolas na cidade de São José do Egito, vale do Pajeú pernambucano. No meu tempo, o ensino básico começava com o Primário, depois o Ginasial, e por fim, o Científico. (faça o dawnload para ter acesso ao ensaio todo)

Zé de Cazuza: uma das maiores reservas literárias do Brasil

Sertanejo de andar maneiro, algumas vezes dando impressão de está desarticulado, tal qual o sertanejo Euclidiano, o poeta José Nunes Filho, mais conhecido como Zé de Cazuza, é uma sofisticada articulação no domínio das palavras poéticas e um touro indomável no repertório inesgotável no mundo da poesia. Filho do cariri paraibano, mais precisamente de Monteiro, terra de expressivos poetas, como o erudito Jansen Filho e o maior repentista do século passado, o grande Pinto do Monteiro, Zé de Cazuza tem no alforje do seu cérebro um repertório de poesias infindável.

Rogério Augusto GuimarãesO craque do futebol de São José do Egito

Na rua, popularmente conhecida como a rua de Brejinho (cidade), por ficar na saída da cidade rumo ao lugar citado, morava Rogério Guimarães (sua mãe e irmãos moram na mesma casa), amigo de sala de aula por um curto período na Escola Estadual Edson Simões e colega nas peladas de futebol no Forasteiro e na quadra da Escola Cenecista São José, administrada por Bernardo Jucá.

A Festa Universitária de São José do Egito
Criação, Auge e Decadência

Nos anos iniciais da década de 1970, do século XX, José Augusto, Aparecida Viana, Olga Brandão, Laura Maria, Nadege Caldas, Paulo Menezes, Inaldo Sampaio (irmãos) e os Valadares, todos jovens estudantes de São José do Egito, residentes em Recife, onde cursavam o ensino superior, resolveram criar uma semana universitária na sua terra para divulgar a arte cultural produzida em São José do Egito. Devido à grande tradição da cidade ser conhecida como a Terra da Poesia, o objetivo era tornar visível num evento a expressão literária sertaneja e outras linguagens artísticas da cidade e da região do pajeú.

Vilani (Vila)
A musicista de São José do Egito

“Oi gente.” Estas duas palavras que no contexto expressa a comunicação de uma pessoa para outra pessoa, foi deverasmente ouvida da boca de Vilani (Vila) no seu cotidiano em São José do Egito, nos anos de 1970 até mais ou menos no fim do século XX.

OS CONJUNTOS MUSICAIS E AS BANDAS FILARMÔNICAS DE SÃO JOSÉ DO EGITO

Quase todas as cidades do interior do Nordeste tiveram conjuntos musicais (baile) e bandas filarmônicas.  São José do Egito (PE), no século XX, dos anos de 1969 a 1990 teve essas representações musicais. Nos anos de 1960 foi criada uma banda filarmônica sob a regência do professor-maestro Caruá. O objetivo era formar jovens músicos com enfoque relativo aos instrumentos de sopro e percussivo. A função da banda era fazer alvoradas musicais e tocar nas solenidades públicas e particulares, como casamentos, entre outras. (Observação) Faça o Download ao abiaxo para ter acesso ao texto na íntegra.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O POETA EDUCADOR

ZÉ DE CAZUZA PARA A SOLENIDADE DO TITULO DE DOUTOR HONORIS CAUSA

Para que a Universidade Federal da Paraíba dê o título de Doutor Honoris Causa a alguém, torna-se necessária a importância social, cultural e epistemológica de quem vai receber tal honraria. Por isso é necessária uma pequena biografia e uma justificativa sobre o homenageado e qual campo do valor merecido em destaque. Reconhecer a importância de quem vai receber o título, torna a Universidade aberta aos conhecimentos que não são puramente discutidos e construídos dentro do seu espaço físico.

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