
POEMAS
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Rio Pajeú
Grande rio de fantástico mistério,
Correnteza imortal da inspiração,
O reinado sublime do Sertão,
Onde o canto é levado muito a sério.
O beco das ilusões perdidas
Eu dei passos no frágil sentimento
Entre o beco estreito da ilusão,
E senti machucar meu coração
Ao pisar sobre o duro calçamento.
Olhos de Antígona
Os meus olhos abertos para o peito
É quem leva o meu cego coração,
Feito Antígona que foi a condução
Do seu pai que em Tebas não era aceito.
Meu corpo Mulher
O meu corpo mulher é meu, só meu!
Nele eu moro sozinha e mais ninguém;
Não importa o corpo de outro alguém,
Meu sentir é sem rótulo...Ele é ateu!
Amor Perdido
Meu coração navega sobre a proa
Atravessando os mares da ilusão,
E com saudade escuta uma canção
De um amor perdido na velha Lisboa.
Delicadeza
Eu me escondi no cálice da flor
Para sentir a abelha logo cedo,
E descobri seu cálido segredo
Para encontrar o mais puro sabor.
Amor mais que perfeito
Eu ouvira a canção do sentimento
Nos acordes das cordas do meu peito,
E sentira ficar mais que perfeito
Quando a música trouxe o envolvimento.
Poeta Inconcluso
Já andei sob o dorso das palavras E caí do soneto inconcluso, Muitas vezes nos versos eu fiz uso, Mas sentia no peito grandes travas.
Lagoa do Peito
Na Lagoa do meu peito uma fonte Deixa o Parque do coração contente Tendo o jorro do verso reluzente E a palmeira da minha alma vibrante.
Coração Província
O coração província é limitado Viver a sofrer nas grades do umbigo, Pois para ele, seu grande castigo É ver alguém com o coração alado.
Consolando coração
Eu caminho na Consolação da alma Pra chegar à Paulista do meu peito, E sem rumo eu procuro saber direito Se na Augusta do coração há calma!?
Importante pra mim mesmo
Sobre a terra, no espaço mais distante, Não me curvo aos pés de outro valor, Pois eu vivo tranquilo o próprio amor Ao saber que pra mim sou importante.
Beleza Feminina
Como encanta a beleza feminina Com seus ângulos e curvas fascinantes, Belos vales e serras fulgurantes Um trajeto perfeito que fascina.
Nova Construção
Soterrei na minha alma a ilusão
Pondo fim alguns prédios sem valor;
E estou sendo meu próprio projetor
Pra fazer uma nova construção.
Galopes à Beira do Mar
Cheguei do sertão pra morar na cidade
Trazendo na mala os costumes da terra
O vale, a campina, a grandeza da serra,
Os sonhos brotados na flor da idade.
Carícias na Flor
Tenho os toques das asas delicadas
Das douradas pequenas borboletas
Que sutis fazem pousos nas violetas
Com as asas de sedas perfumadas.
Corpo Feminino
Entre ângulos secretos, sedutores, Sob as curvas do corpo feminino, Têm mistérios poéticos e grã-fino E tão livre igualmente os condores.
Em busca do oculto
Quero ver a aurora no crepúsculo, E escutar um orvalho no veludo, A palavra secreta de algum mudo, E saber sobre o livro no opúsculo
Infância no Pajeú
Lembro bem do meu tempo de menino Sobre as margens do “Pajeú das Flores”, Quando olhava os sublimes esplendores Aumentando o meu sonho pequenino.
A tolice brasileira
No Brasil a tolice tem um rosto De pessoas que pensam ser sabidas No entanto são almas decaídas Igualmente o ocaso do sol posto.
Amor em tempo de guerra
Ofereço o meu lírio de poesia Como a branca bandeira do amor, Pra acolher do meu gesto doador Uma paz para a nossa moradia.
Amores fúteis
Ofereço o meu lírio de poesia Como a branca bandeira do amor, Pra acolher do meu gesto doador Uma paz para a nossa moradia.
Asfalto do coração
Coloquei, um asfalto resistente, Pra ficar protegido o coração, Evitando os buracos da ilusão Para não capotar o sentimento.
Na margem do Arqueronte
Sobre a margem do turvo Aqueronte1 Vejo a vida em tumulto e confusão E pergunto ao meu frágil coração Quem é o homem que ali está defronte?
Pretérito de um coração inquieto
Eu não faria versos se eu tivesse O coração pulsando bem tranquilo, Entretanto ele escorre como o Nilo Que minh ’alma sem força arrefece.
Companhia fiel
Companhia infindável dos meus dias
Protetora fiel do coração
Quando estou sob a dor da solidão
Alivia as mais duras agonias.
Amo os livros
Amo os livros, adoro os seus segredos,
As palavras vestidas de mistérios
E o poder do dizer e seus impérios
Onde a voz do silêncio não tem medos.
Coração Vulcão
No meu sangue escorre a poesia
Fervilhando igualmente um vulcão
Que incendeia meu frágil coração
E minha alma se torna uma sangria.
Nova Construção
Soterrei na minha alma a ilusão
Pondo fim alguns prédios sem valor;
E estou sendo meu próprio projetor
Pra fazer uma nova construção.
Coração Província
O coração província é limitado
Viver a sofrer nas grades do umbigo,
Pois para ele, seu grande castigo
É ver alguém com o coração alado.
Péssimo Motorista
Atravesso o viaduto do meu peito
Alguns versos buzinam na minh ’alma
E ao veloz sentimento eu peço calma,
Mas o trânsito da vida não tem jeito.
Companhia Fiel
Companhia infindável dos meus dias
Protetora fiel do coração
Quando estou sob a dor da solidão
Alivia as mais duras agonias
Bebi Muito
Atravesso o viaduto do meu peito
Alguns versos buzinam na minh ’alma
E ao veloz sentimento eu peço calma,
Mas o trânsito da vida não tem jeito.
Empíreo Paraíso
Inspirado em Dante de Florença
Eu subi ao empíreo paraíso,
Cada passo sentia ser preciso
Carregar a poesia como crença.
Escalada
Sempre escalo o Himalaia do meu peito
Encontrando o Tibete do coração,
Pra fazer a paz da meditação
Mesmo a altura tendo o ar-rarefeito.
Gladiador
Certa vez conheci um gladiador
Que na arena venceu os inimigos;
Sem temer da vida, alguns perigos,
Sempre foi um eterno vencedor.
Lugar da Poesia
A poesia não é pra todo mundo!
É preciso ter grande sentimento;
Ter a alma tão livre como o vento
Libertar o sensível do profundo.
Mulher Sertão
Entre as curvas sutis da poesia
Vejo um Ser de beleza radiante,
Revelando segredos no semblante
Que seduz com poética magia.
Guerreira do Pajeú
Margarida, guerreira do Sertão
Descendente da tribo Cariri
Foi rochedo e a flor do bulgari
Transbordando do amor o coração
No trabalho arrancava seu pão
Pra família puder alimentar
Enfrentou intempéries do lugar
Com vigor e coragem sertaneja
Não temia o cansaço da peleja
E vivia num eterno trabalhar.
Coração de Édipo
Como Antígona filha dedicada,
Eu conduzo o meu cego coração
E procuro mostrar a direção
Ofertando uma trilha na jornada.
Gentileza não é sedução
A gentileza não é sedução
É o afeto humano da bondade
Pra florir a sutil sinceridade
Do jardim que vigora educação.
Esquecimento
Nós estamos morrendo, geração
Dos cinquenta, sessenta e setenta.
É o ciclo com fim que a vida enfrenta
Fechando o tempo como o furacão.
Reia
Como o velho umbuzeiro do sertão
A minha alma raiz está na terra;
Eu sou vale, grotão, eu sou a serra,
Pois é grande demais meu coração.
Palavras de sangue
Sinto sangue nos versos que escrevo
Pois eles vêm do fundo coração,
E as palavras são pura sensação
Duma ardência carnal que me elevo.
Dormir conchinha
Como é bom dormir fazendo conchinha
Bem enrolado, num abraço corporal,
Sentir a flor do perfume carnal
Do anoitecer até de manhãzinha.
Um poeta entre os astros
Soneto feito sob o céu do deserto do Atacama, no Chile
Uma flor entre os dedos
Tenho uma flor de poesia na mão
Esperando o pousar do beija-flor
Pra sentir todo o néctar do amor
E o perfume sútil do coração.
Orquídea do Coração
No botão do meu peito de poeta
Uma orquídea de versos se abriu
E a minha alma, poética, sentiu,
O perfume da vida como meta.
Borboletinha Azul
Vou beijar a sutil borboletinha
Tatuada na tua pele dourada
E usar a sua linda forma alada
Pra voar sobre tua barriguinha.
tiu,O perfume da vida como meta.
Flanando em Paris
Me sentei sobre a praça Vosges d’alma
Percebi Victor Hugo que passava,
Eu senti que meu peito contemplava
O escritor que até hoje eu bato palma.
A árvore da ilusão
Vão-se as folhas perdidas da ilusão
Pelos ventos fatais da realidade
É só ficam os galhos da saudade
Sem a sombra para o triste coração.
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